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Dispositivo que impossibilita a captura de tartarugas começa a ser testado nas redes de arrasto de camarão

03/09/2019 - A pesca de arrasto de camarão é reconhecida internacionalmente como uma das maiores ameaças às tartarugas marinhas. Leia mais... ↓

A pesca de arrasto de camarão é reconhecida internacionalmente como uma das maiores ameaças às tartarugas marinhas. Os primeiros sinais sobre o perigo que ela representa para as tartarugas foram observados no final da década de 1970, no Golfo do México. Nessa região, o período de pesca do camarão coincide com o de desova das tartarugas. Assim, a captura do crustáceo resultava na morte de muitas tartarugas marinhas.



Diante desse cenário, o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), órgão governamental americano, em cooperação com organizações ambientais e também com a Associação de Pescadores de Camarão do Sudeste do Texas, iniciou pesquisas para desenvolver um dispositivo que pudesse reduzir a captura e mortalidade das tartarugas sem que houvesse perda de produção na captura do camarão. Essa iniciativa conjunta resultou na criação do Turtle Excluder Device (TED) ou, em português, Dispositivo Excluidor de Tartarugas.

O TED consiste em uma grade metálica inserida no corpo da rede de arrasto de camarão, que permite a passagem e captura de animais pequenos, como os camarões, mas que barra animais maiores como tartarugas, tubarões e raias. Esses animais são excluídos da rede por uma espécie de “janela” inserida na parte superior ou posterior do túnel da rede de arrasto.

No Brasil, a norma que obriga o uso do TED existe desde 1994. Porém, apenas uma iniciativa pontual de teste deste dispositivo havia sido feita no ano de 2013. Assim, a falta de conhecimento sobre a eficácia do TED permanecia inquietando pescadores e pesquisadores.

Mas esse cenário deve começar a mudar por causa de um projeto da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) denominado Manejo Sustentável da Fauna Acompanhante na Pesca de Arrasto na América Latina e Caribe (REBYC II – LAC). Esse estudo é desenvolvido simultaneamente em seis países da América Latina e Caribe: Brasil, Colômbia, Costa Rica, México, Suriname e Trinidad e Tobago. Seu objetivo é apoiar o desenvolvimento sustentável da pesca de arrasto de camarão e as pessoas que dependem dela. Além disso, visa aprimorar o “manejo do bycatch”, captura de espécies que não são alvo da pescaria.



Em julho deste ano, a equipe do REBYC, em parceria com o Projeto Tamar/Fundação Pró-TAMAR, Instituto de Pesca/SAA-SP e CEPSUL/ICMBio, iniciou os testes do TED na frota comercial de arrasto de camarão, em Ubatuba (SP). Esta atividade contou com o apoio dos pescadores de arrasto de camarão do município e da Secretaria de Agricultura e Pesca da cidade. Estão previstos três embarques, com um mínimo de 30 lances de arrasto em cada um, conforme estipulado em protocolos internacionais. Em cada lance serão soltas duas redes, sendo uma com TED e outra sem. A ideia é comparar o material retirado por cada uma delas. As redes serão analisadas em relação à capacidade de excluir a pesca de tartarugas e de outras espécies que não são alvo da pescaria. Será observada também a quantidade de detrito e a captura de camarão nas mesmas. O primeiro embarque já foi realizado. O segundo será feito ainda este mês. Além de Ubatuba, também estão previstos testes com o TED em Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo

Para saber mais sobre o Projeto REBYC e história do TED acesse os sites:

http://www.fao.org/in-action/rebyc-2/en/

https://www.fisheries.noaa.gov/southeast/bycatch/history-turtle-excluder-devices

http://www.dnr.sc.gov/seaturtle/teds.htm

 

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